Plantão da Alegria
Em Julho de 1997, em visita hospitalar a uma criança debilitada, um dos componentes da Casa Espíritas André Luiz, sensibilizou-se com a sobriedade do ambiente onde se encontrava a criança, em virtude ao fato, foi realizada uma reunião e o grupo decidiu formar uma equipe de voluntários chamado Plantão da Alegria, com o objetivo de fazer visitas a todas as crianças internadas em hospitais de Rondonópolis, contando estórias infantis com uso de fantoches, leitura e distribuição de mensagens, levando um pouco de amor e carinho para elas. Com o decorrer de alguns anos foi surgindo novos integrantes e acabou implantando o uso do violão onde o grupo começou a utilizar a musicoterapia através de canções cristãs aos pacientes da ala infantil e adulto, levando alegria e harmonia ao ambiente hospitalar, sendo de grande aceitação entre usuários e equipe de trabalhadores dos hospitais e das casas assistenciais.

Nos hospitais, principalmente nas alas de internação, percebeu-se uma grande carência de algo novo que pudesse amenizar o sofrimento, a angústia tanto de pacientes e acompanhantes, foi onde implantamos a musicoterapia, leituras e distribuição de mensagens edificantes. Proporcionando o bem estar, aliviando o estresse, a dor, ajudando no expressar dos sentimentos, melhorando a memória, a comunicação, promovendo a reabilitação física, a socialização, e a qualidade de vida. A Intenção do Grupo Plantão da Alegria é levar ânimo, coragem e força e acima de tudo contribuir na melhora física e emocional dos pacientes

O objetivo geral é contribuir para que pacientes e acompanhante dos hospitais e casas assistenciais, sintam de modo diferente que nestes lugares também pode haver alegria, harmonia, esperança, fé e caridade. Que o sorriso é o melhor remédio para qualquer enfermidade ou solidão, que o ambiente pode ser mudado de acordo com nossa sintonia espiritual, e que em tudo e em todo lugar há Deus, que sobre sua amorosa benção somos todos beneficiados com a Tua luz, independentemente da situação que nós nos encontramos.
Os integrantes do Plantão da Alegria se encontram todos os sábados às 14 horas na Casa Espírita André Luiz, numa sala cedida pela Casa, onde no período das 14h às 15h realizamos a organização das mensagens que serão distribuídas nos hospitais, verificamos no caderno de anotações o hospital que será realizado o trabalho e qual ala, se preenche os nomes dos integrantes que já são trabalhadores e dos novatos que estão presentes e data do dia. Neste tempo realizamos a harmonização, ensaios de novas músicas ou o teatro de fantoches, 15 minutos antes das 15h lemos uma mensagem do Livro Minutos de Sabedoria e uma parte do Evangelho Segundo Espiritismo, depois se faz uma explanação rápida do texto lido e saímos para os hospitais ou casa assistencial. Voltando às 17h para finalização do trabalho.
Sempre que há algum novo integrante é feito o acolhimento com muito amor e explicamos alguns procedimentos e como funciona o projeto.
Normas do Plantão da Alegria:
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Trazer serenidade, disposição e alegria para o grupo;
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Ser maior de idade;
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Interagir de forma harmoniosa;
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Conversar sobre fatos edificantes e que possa ajudar na paz do grupo;
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Respeitar a individualidade de cada integrante;
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Tratar com amorosidade os fatos e pessoas;
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Se não puder ajudar com ideias, ajude com orações;
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Respeitar o ambiente hospitalar, suas normas e corpo de funcionários que a compõe;
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Respeitar os pacientes quando não comungam da mesma fé;
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Estar sempre em oração quando encontrar quadros de enfermidades e situações que não estão acostumados a lidar;
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Não sentir pena e nem querer pegar a dor do próximo para si, controle suas emoções e sentimentos;
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Não vir trabalhar sobre efeito de drogas lícitas ou ilícitas no período de 48h.
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Se tiver com alguma enfermidade, evitar de ter contato com o hospital;
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Cada quarto é uma situação diferente, a música tem que ser adequada para tal ambiente e necessidade;
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Não falar alto no ambiente do hospital;
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Tocar o violão de forma serena e harmônica;
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Andar sempre em grupo, agir como grupo e tomar decisões em grupo;
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Evitar levar celulares, em caso de necessidade deixar no silencioso, não atender nos quartos e nem sair para atender antes de terminar a harmonização;
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Não tirar fotos internas dos hospitais, tal como de pacientes ou acompanhantes.
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Diante da experiência vivenciada neste projeto fica evidenciado que os benefícios da ludicidade e da musicoterapia estendem-se também aos familiares, o que fortalece a relação destes com as crianças, jovens e o adulto que se encontra internado. Sendo um meio de estabelecimento e fortalecimento de vínculos, sua promoção deve ser priorizada, principalmente, em ambiente onde o adoecimento fragiliza estas relações. Com o expressivo aumento da demanda da população no que se refere ao atendimento à saúde, ficam perceptíveis os benefícios desse trabalho.
Vemos nas crianças, jovens, adultos e famílias de Rondonópolis, a alegria estampada na expressão, que mesmo doentes, no soro, etc., são capazes de sorrir, emocionar, cantar, dançar, desejar, sonhar, experimentar. Esse é o resultado mais gratificante e importante para quem está envolvido em um projeto como este.

